Tenho conversado muito com as pessoas, saído muito com os amigos, fazendo coisas diferentes. Muitas vezes alguns, que só querem meu bem, me aconselham que esquecer é o melhor remédio. Concordo. As coisas, por mais mesquinhas que sejam, devem sair de nós naturalmente, assim como sentimentos novos afloram naturalmente. Concordo também que me afobei, que fiz as pessoas pensarem que estou numa outra, mas enfim, estou passando por um momento só meu... Depois de anos engatando um namoro atrás do outro estou tendo um tempo pra mim, pra crescer como mulher, historiadora, como parte da sociedade, rs. Estou tendo um momento em que posso aproveitar as coisas pensando no meu melhor, sem se preocupar com outra pessoa. É momento de cuidar de mim, de estar com meus amigos, de reafirmar amizades desgastadas, estar perto de quem me faz bem. Felizmente estar solteiro não é estar sozinho, é estar com os amigos, é estar de bem consigo mesmo. Poder comprar presentes pra mim, conversar com quem quero, estar aberta a qualquer e toda oportunidade que me faça crescer. Estou bem, e agradeço a todos que se preocupam, mas agora é um momento de reflexão, de ficar bem comigo, de me encontrar como pessoa e profissional antes de me envolver com outras pessoas. Esse momento, é meu momento, e não quero perder ele por nada.
"O Amor verdadeiro é o amor-próprio"
Enfim, parece que meu semestre acabou. As notas ainda não saíram mas estou tranquila quanto ao fechamento desta. Não entreguei o relatório de estágio, ainda estou em processo de escrevê-lo e não foi cobrado para o fechamento do semestre :), então farei um trabalho bem feito *-*.
Semana passada fui viajar com meus pais para Indaial. Deu pra passear, "arrastar o Sári no mercado" e dar uma olhada numa exposição de objetos (réplicas e originais) egipcios.
Gostaria de dividir com vocês um texto que minha prima Geysa me mandou.
PRAZER PELA METADE
Leila Ferreira
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente
uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só!
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência,
comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa
com direito a repetir quantas vezes a gente quiser,
sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de "fácil").
Adora tomar um banho demorado,
mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,
mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá,
mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado':
deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente
e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo,
uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
"Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora"...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos) desejar várias bolas de sorvete,
bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia!
Não!!! Tem que ser agora!!!!!
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do meu seriado favorito
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
"Ser feliz é encontrar-se com o perdão, ter esperança nas batalhas,
Avançar no palco do medo e achar amor nos desencontros."
Os visitantes que queiram linkar por favor, deixe um comentário ok? Tenham uma ótima e iluminada semana!
O Império do Efêmero, de Gilles Lipovetsky. Como se explica que a moda seja um fenômeno essencialmente acidental e moderno? Quais os grandes momentos históricos, as grandes estruturas que determinaram a organização social das aparências? Elaborando uma verdadeira arqueologia do frívolo e do efêmero, uma reflexão que ultrapassa a lógica do diferenciamento social, o filósofo francês Gilles Lipovetsky confere à moda uma caráter libertário, faz dela signo das transformações que anunciaram o surgimento das sociedades democráticas. Lipovetsky acaba por nos mostrar que, "no filme acelerado da história moderna, dentre todos os roteiros, o da Moda é o menos pior".